Diário de Um Refrigerador
Abra a minha porta
Mas não por muito tempo
E as minhas luzes
Se acendem pra você.
Não faça cerimônias
O que há em mim é seu
Não sou tão frio assim
Eu não entendo você não me toca
Até parece que eu dou choque em você
Você é um bloco de gelo
Que eu jamais vou poder derreter
Sinto-me sozinho
Nesse canto da casa
Paredes decoradas com
Azulejos azuis
Minhas prateleiras
Cheias ou vazias
Não me esqueça no escuro
Quando faltar luz
Eu não entendo você não me toca
Até parece que eu dou choque em você
Você é um bloco de gelo
Que eu jamais vou poder derreter
Deário de um refrigerador
Deário de um refrigerador
Deário de um refrigerador
Deário de um refrigerador
Diario de un Refrigerador
Abre mi puerta
Pero no por mucho tiempo
Y mis luces
Se encienden para ti.
No te hagas el remilgado
Lo que hay en mí es tuyo
No soy tan frío así
No te entiendo, no me tocas
Parece que te doy corriente
Eres un bloque de hielo
Que nunca podré derretir
Me siento solo
En este rincón de la casa
Paredes decoradas con
Azulejos azules
Mis estantes
Llenos o vacíos
No me olvides en la oscuridad
Cuando falte la luz
No te entiendo, no me tocas
Parece que te doy corriente
Eres un bloque de hielo
Que nunca podré derretir
Diario de un refrigerador
Diario de un refrigerador
Diario de un refrigerador
Diario de un refrigerador