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Canção d'amores

1caracomum

O amor é ferida aberta
No peito de quem sofre desse mal tão bom
O amor

Enfermidade que traz vida
Que liberta, mas faz servos
Em seu reino de escravos voluntários
O amor

Dor que prostra, que sujeita e acorrenta à seus pés
Que derruba o mais valente, faz caí-lo descontente
O amor

Facho de luz em densas trevas, demônio do meio-dia
Assalto à meia-noite, cruel em seus açoites
Algoz cruel do inocente, que de um único dano é reincidente: Amar

Mesmo cobrando tão alto preço
Não há quem não lhe tenha apreço
Pois na vida é dádiva e milagre
Que do fim faz recomeço

E qual homem diante desta morte
Não desejou ser esta sua sina e sorte?
Ver sua vida como libação derramada
Em devoção e entrega aos pés de sua amada

Escrita por: Matheus Patrick S.fagundes