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Vestidos de Negro

4 Caras

Cobertos de Preto

Cobertos de preto estão
Os nossos meninos
Os malabaristas
Nos sinais das capitais

Cobertos de preto estão
Os dentes daqueles
Abandonados
Mas com sorrisos largos

Cobertas de preto estão
As unhas mal feitas
Prostituídas
Noturnas avenidas

Cobertas de preto estão
Tantas viúvas
Desconsoladas
Em camas arrumadas

Quando a chuva descer
E escorrer nossos erros
Vou mostrar pra você
Que ainda estamos cobertos de preto

Cobertos de preto estão
Os olhos nos jornais
Maliciosos
A nova geração de marginais

Cobertos de preto estão
Os polegares
Analfabetos
Homens imensos

Cobertas de podridão
São as consciências
Eleitas pela multidão
Coberta de preto

Quando a chuva descer
E escorrer nossos erros
Vou mostrar pra você
Que ainda estamos cobertos de preto

Ninguém é bom demais.

Vestidos de Negro

Vestidos de negro están
Nuestros chicos
Los malabaristas
En los semáforos de las capitales

Vestidos de negro están
Los dientes de aquellos
Abandonados
Pero con sonrisas amplias

Vestidas de negro están
Las uñas mal hechas
Prostituidas
Avenidas nocturnas

Vestidas de negro están
Tantas viudas
Desconsoladas
En camas arregladas

Cuando la lluvia caiga
Y arrastre nuestros errores
Te mostraré
Que aún estamos vestidos de negro

Vestidos de negro están
Los ojos en los periódicos
Maliciosos
La nueva generación de marginales

Vestidos de negro están
Los pulgares
Analfabetos
Hombres inmensos

Cubiertas de podredumbre
Son las conciencias
Elegidas por la multitud
Cubiertas de negro

Cuando la lluvia caiga
Y arrastre nuestros errores
Te mostraré
Que aún estamos vestidos de negro

Nadie es demasiado bueno.

Escrita por: Renato Boechat