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Mestre Carlos Nãnã Giê

A Barca

Mestre carlos foi um mestre
Que aprendeu sem s'insiná
Três dias passou caído
Na raiz do juremá
- véia nãnã, véia
Quando ele alevantou-se
Veio pronto pra te curá
- véia nãnã, véia
Eu subi de pau arriba
Naquele pau mucunã
No derradeiro gaio
Cantou-me um passo cauã
- véia nãnã, véia
- véia nãnã, tô ti defendendo
- véia nãnã, véia
- véia nãnã, de tod'as quizila
- véia nãnã, véia
Mestre carlos foi um mestre
Que veio para curar
Defendendo todo o povo
Do gredir nacioná
- véia nãnã, véia
- véia nãnã, vá te afastando
- véia nãnã, véia
- véia nãnã, pelas porta do fundo
- véia nãnã, véia

Nãnã-giê
(d.p. - adap.: a barca)
Nãnã-giê ô
Nãnã giá
Nãnã brecô
Já vem du má
Nãnã mi cunheci
Minina du má
Valei-me nãnã
Pra nóis miorá

Escrita por: Linha de Catimbó, Linha de Catimbó Cantada Por Manuel dos Santos, João Germano Em Natal (Rn, Gravada Pela Mpf Em 1938), Anotada Por Mário de And, Anísio José Xavier Em Alagoa Nova (Pb