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Absurdo de la Oreja

A Euterpia

Absurdo da Orelha

Melodia da fumaça
Passando pelos feixes do sol
Os adesivos autocolantes
Os biscates da sociedade de consumo
O curto do som sendo descascado
Na interferência do caos

Não adianta sentir a dor
Da orelha de Van Gogh caindo

O barulho do cobre
O carimbo de pago
Na cara dos andarilhos encaldeirados
A dissincronia, a ritmia dos excessos

Não, não é absinto não
Não é absinto não
é o absurdo do silêncio.

Absurdo de la Oreja

Melodía del humo
Pasando a través de los rayos del sol
Las pegatinas autoadhesivas
Los trabajos temporales de la sociedad de consumo
El corte del sonido siendo pelado
En la interferencia del caos

No sirve de nada sentir el dolor
De la oreja de Van Gogh cayendo

El ruido del cobre
El sello de pago
En la cara de los vagabundos enojados
La disincronía, la ritmia de los excesos

No, no es ajenjo no
No es ajenjo no
Es el absurdo del silencio.

Escrita por: Antonio Maria Novaes