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Rojo

A Quarta Parede

Vermelho

Dedo que fura espinho
Olhos que cegam luz do Sol
Cidade que derrete lava
Garganta que seca calor

Cabeça que parte raio
Rua que alaga chuva torrencial

Perna que morde tubarão
Ouvido que zumbe em mosquito
Barco que afunda mar

Pé que queima areia quente

Rosto que faz arder vermelho
Olho que faz arder vermelho
Costas que fazem arder vermelho
Peito que faz arder vermelho o corpo inteiro

Dedo que fura espinho
Olhos que cegam luz do Sol
Ouvido que zumbe em mosquito que zumbe em ouvido que zumbe em mosquito
Barco que afunda mar

Cabeça que parte

Rosto que faz arder vermelho
Olho que faz arder vermelho
Costas que fazem arder vermelho
Peito que faz arder vermelho o corpo inteiro

Vermelho não faz carnaval
Homem não é natureza

Natureza não machuca
Luz sempre existiu

E vermelho não é

Rojo

Dedo que atraviesa espinas
Ojos que ciegan la luz del sol
Ciudad que derrite lava
Calor para secar la garganta

Cabeza que rompe rayos
Calle inundada por lluvias torrenciales

Tiburón que muerde la pierna
Oído que zumba en mosquito
Barco que se hunde en el mar

Pie quema arena caliente

Cara que arde roja
Ojo que arde rojo
Espaldas que arden rojas
Pecho que enrojece todo el cuerpo

Dedo que atraviesa espinas
Ojos que ciegan la luz del sol
Oído que zumba en un mosquito que zumba en un oído que zumba en un mosquito
Barco que se hunde en el mar

cabeza que se rompe

Cara que arde roja
Ojo que arde rojo
Espaldas que arden rojas
Pecho que enrojece todo el cuerpo

El rojo no hace carnaval
El hombre no es naturaleza

La naturaleza no hace daño
La luz siempre ha existido

Y el rojo no es

Escrita por: Constance Pinheiro