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Cuatro

A Última Chuva

Quatro

Eu não sei dizer como entrou em casa
Bagunçou meu mundo brindou minha fraqueza
Esqueceu que me viu deitado
Num quarto escuro sussurrou baixinho
Um verso imundo entre mais em mim, eu quero você
E por mais que tente me afastar e só
A queda brusca de uma lágrima e só
Que não me salga o rosto somente amarga
Enquanto meus olhos te desejam me restam mágoas
Quatro cores, quatro vidas, quantas faltas?
Há leões em seu caminho, pássaros sem asas
Quatro vezes gritei seu nome, mas a resposta me falta
Saltei nesse vale e fui Ícaro sem asas
Apenas um corpo na multidão
Apenas um corpo
E mais nada

Cuatro

No sé cómo entraste a mi casa
Desordenaste mi mundo, brindaste con mi debilidad
Olvidaste que me viste acostado
En una habitación oscura susurraste suavemente
Un verso sucio dentro de mí, te quiero
Y por más que intento alejarme, solo
La caída brusca de una lágrima, solo
Que no se escape de mi rostro, solo amargura
Mientras mis ojos te desean, me quedan rencores
Cuatro colores, cuatro vidas, ¿cuántas faltas?
Hay leones en tu camino, pájaros sin alas
Cuatro veces grité tu nombre, pero me falta la respuesta
Salté en este valle y fui Ícaro sin alas
Solo un cuerpo en la multitud
Solo un cuerpo
Y nada más

Escrita por: Michel Nejaim