Carta Ao Céu
E o que a gente fez
Pra cair sem asas com feridas e nossos pés descalços?
O por que eu não sei
Há de ser eloquente as respostas
Do nosso passado
Somos mais um erro
Em busca de um acerto
Pra corrigir, tudo entre nós mesmos.
Pra que ninguém mais interfira
Nossa vida, nossos planos e desejos
E sem mentiras, nosso fim eu nunca desejei
E conto as horas, desde que tudo se foi
Meu personagem, e por sinal sua pior invenção
Ou sua melhor diversão
Me vi caído na imensidão
Mas não vi sua luz pra me ajudar
Sou um novo eu
Renascido em mim mesmo
Que reviveu com um terço de nós
E sem tempo, pros seus jogos
Pois me fiz em pedaços
Pra poder me encontrar
E na verdade, seus argumentos são falhos demais
E seu teatro, já não me convence mais.
Um final trágico por um alter ego sempre em competição
Por uma auto afirmação
Que não, tem fim
Que não, tem fim
Que não
Você vai se lembrar toda vez que tocar o chão
E vai notar que eu cresci, sem precisar do seu perdão
Carta al Cielo
Y lo que hicimos
¿Caer sin alas con heridas y nuestros pies descalzos?
El por qué no lo sé
Las respuestas deben ser elocuentes
De nuestro pasado
Somos más de un error
En busca de un éxito
Para hacerlo bien, todo entre nosotros
Así que nadie más interfiere
Nuestra vida, nuestros planes y deseos
Y sin mentiras, nuestro fin nunca anhelé
Y cuenta el tiempo desde que todo se ha ido
Mi personaje, y por cierto su peor invento
O tu mejor diversión
Me encontré acostado en la inmensidad
Pero no vi tu luz para ayudarme
Soy un nuevo yo
Renacido en mí mismo
Que revivió con un tercio de nosotros
Y no hay tiempo para tus juegos
Porque me rompí en pedazos
Así que puedes encontrarme
Y, de hecho, tus argumentos son demasiado defectuosos
Y tu teatro ya no me convence
Un trágico final para un alter ego siempre en competición
Para una autoafirmación
Que no, termina
Que no, termina
Que no
Recordarás cada vez que tocas el suelo
Y notarás que crecí sin necesidad de tu perdón