395px

Canto Alegretense

Adair de Freitas

Canto Alegretense

Não me perguntes onde fica o alegrete
Segue o rumo do seu próprio coração
Cruzarás pela estrada algum ginete
E ouvirás toque de gaita e violão

Prá quem chega de rosário ao fim da tarde
Ou quem vem de uruguaiana de manhã
Tem o sol como uma brasa que ainda arde
Mergulhado no rio ibirapuitã

Ouve o canto gaucheso e brasileiro
Desta terra que eu amei desde guri
Flor de tuna, camoatim de mel campeiro
Pedra moura das quebradas do inhanduy

E na hora derradeira que eu mereça
Ver o sol alegretense entardecer
Como os potros vou virar minha cabeça
Para os pagos no momento de morrer

E nos olhos vou levar o encantamento
Desta terra que eu amei com devoção
Cada verso que eu componho é um pagamento
De uma dívida de amor e gratidão

Ouve o canto gaucheso e brasileiro
Desta terra que eu amei desde guri
Flor de tuna, camoatim de mel campeiro
Pedra moura das quebradas do inhanduy

Canto Alegretense

No me preguntes dónde queda Alegrete
Sigue el rumbo de tu propio corazón
Cruzarás por la carretera algún jinete
Y escucharás el sonido de la gaita y el violín

Para quien llega de Rosario al final de la tarde
O quien viene de Uruguaiana por la mañana
Tiene el sol como una brasa que aún arde
Sumergido en el río Ibirapuitá

Escucha el canto gauchesco y brasileño
De esta tierra que amé desde niño
Flor de tuna, camoatim de miel campera
Piedra mora de los barrancos del Inhanduy

Y en el momento final que merezca
Ver el sol alegretense atardecer
Como los potros voy a girar mi cabeza
Hacia los pagos en el momento de morir

Y en los ojos llevaré el encantamiento
De esta tierra que amé con devoción
Cada verso que compongo es un pago
De una deuda de amor y gratitud

Escucha el canto gauchesco y brasileño
De esta tierra que amé desde niño
Flor de tuna, camoatim de miel campera
Piedra mora de los barrancos del Inhanduy

Escrita por: Antônio Fagundes Filho / Euclides Fagundes Filho