395px

Luz Negra

Adriano Japa

Luz Negra

Coisa de pele é a febre que arde ao toque dos seus dedos
Que desenham no meu rosto
A primeira letra do teu nome
Da tua pele é o aroma que me envolve e me entorpece
Do primeiro beijo se instala o vício do teu sabor

A pista é seu habitat
A noite pra dançar
A vida passa em flashes
Luz negra

Nem tudo é o que parece
São teias de ilusão
Seu corpo serpenteia
Luz negra

Caleidoscópio de luz
Se forma em seu olhar
O chão roda em seus pés
Luz negra

Nuances de razões
Copos vazios no bar
Corpos perdidos no ar
Luz negra

Luz negra
Luz negra
Luz negra
Luz negra

Coisa de pele é o relevo do teu corpo onde eu me perco e não quero voltar
É o teu mundo paralelo ao meu
Tua boca teu hálito teu beijo

É o teu universo rico confuso
Tua vida traduzida numa tela abstrata
Sua voz calada, falada ou nada
Sua Lua sem prata
Seu toque de fada

Luz Negra

Cosa de piel es la fiebre que arde al toque de tus dedos
Que dibujan en mi rostro
La primera letra de tu nombre
De tu piel es el aroma que me envuelve y me entorpece
Del primer beso se instala el vicio de tu sabor

La pista es tu hábitat
La noche para bailar
La vida pasa en destellos
Luz negra

No todo es lo que parece
Son telarañas de ilusión
Tu cuerpo serpentea
Luz negra

Caleidoscopio de luz
Se forma en tu mirada
El suelo gira en tus pies
Luz negra

Matices de razones
Vasos vacíos en el bar
Cuerpos perdidos en el aire
Luz negra

Luz negra
Luz negra
Luz negra
Luz negra

Cosa de piel es el relieve de tu cuerpo donde me pierdo y no quiero volver
Es tu mundo paralelo al mío
Tu boca, tu aliento, tu beso

Es tu universo rico y confuso
Tu vida traducida en una pantalla abstracta
Tu voz callada, hablada o nada
Tu Luna sin plata
Tu toque de hada