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Permiso, Poética

Afonso Manoel & Outros Animais

Licença, Poética

Quantas vezes eu já disse
Eu não faria uma canção tão fácil de alguém lembrar?
Brinquei até
Não rimaria entre verbos, pois a academia pode não me perdoar

Com licença, Poética, pra eu dirigir
Um carro tão antigo que não tem pra onde ir
Do Oiapoque ao Chuí, sem sequer pestanejar
Mas mesmo se eu quisesse não há como estacionar

Tchu-tchu-ru-ru-ru ru-tchu-ru-ru-ru-ru

Pensei duas vezes antes de tocar
Naquele sentimento que ninguém pode falar
Eu tenho apenas três minutos, talvez mais alguns segundos
Antes do mundo se acabar

O tempo não dá tempo pra abastecer
Mas só há um combustível que me faz sobreviver
Te persigo noite e dia, seja onde for
Liberdade, eu te prendo nos meus braços, meu amor

Tchu-tchu-ru-ru-ru ru-tchu-ru-ru-ru-ru

Permiso, Poética

Cuántas veces he dicho
Que no haría una canción tan fácil de recordar para alguien?
Bromeé hasta
No rimaría entre verbos, porque la academia puede no perdonarme

Con permiso, Poética, para conducir
Un auto tan antiguo que no tiene a dónde ir
Desde el Oiapoque hasta el Chuí, sin siquiera parpadear
Pero incluso si quisiera, no hay forma de estacionar

Tchu-tchu-ru-ru-ru ru-tchu-ru-ru-ru-ru

Pensé dos veces antes de tocar
Ese sentimiento que nadie puede expresar
Solo tengo tres minutos, quizás unos segundos más
Antes de que el mundo se acabe

El tiempo no da tiempo para repostar
Pero solo hay un combustible que me hace sobrevivir
Te persigo noche y día, sea donde sea
Libertad, te atrapo en mis brazos, mi amor

Tchu-tchu-ru-ru-ru ru-tchu-ru-ru-ru-ru