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Labios Que Besé

Agnaldo Timóteo

Lábios Que Beijei

Lábios que eu beijei
Mãos que eu afaguei
Numa noite de luar assim
O mar na solidão, bramia
E o vento a soluçar, pedia
Que fosses sincera para mim

Nada tu ouviste e logo partiste
Para os braços de outro amor
Eu fiquei chorando
Minha mágoa cantando
Sou a estátua perenal da dor

Passo os dias soluçando com meu pinho
Carpindo a minha dor sozinho
Sem esperanças de vê-la jamais
Deus tem compaixão deste infeliz!
Por que sofrer assim?
Compadecei-vos dos meus ais

Tua imagem permanece imaculada
Em minha retina cansada
De chorar por teu amor
Lábios que eu beijei
Mãos que eu afaguei
Volta, dá lenitivo à minha dor

Labios Que Besé

Labios que besé
Manos que acaricié
En una noche de luna así
El mar en soledad, bramaba
Y el viento sollozaba, pedía
Que fueras sincera conmigo

No escuchaste nada y te fuiste pronto
A los brazos de otro amor
Yo me quedé llorando
Cantando mi pena
Soy la estatua perenne del dolor

Paso los días sollozando con mi guitarra
Lamentando mi dolor en soledad
Sin esperanzas de verte nunca más
¡Dios ten compasión de este desdichado!
¿Por qué sufrir así?
Compadeceos de mis lamentos

Tu imagen permanece inmaculada
En mi retina cansada
De llorar por tu amor
Labios que besé
Manos que acaricié
Vuelve, da alivio a mi dolor

Escrita por: J. Cascata / Leonel Azevedo