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Jagunço

Alan Bernardes

Jagunço

Eu fico louco quando me pede, menina
Pra eu cantar os novos breques
Eu já conheço essa cara
Me encara a cara hm
Repara e para me deixa dançando

O afeto feito fonte linguagem
Você vive no centro eu moro a margem
Meu coração me assola
Decola o motorzinho, benzinho
Que eu vou trajado no meu bate bola

Como o cactos do sertão
Maria bonita e lampião

Sou aquarela em tela rabiscar
Jagunço eu bagunço o corpo todo seu
Eu sou um fruto bruto e vulgar
Me deixa ganhar esse abraço seu

Sou aquarela em tela rabiscar
Jagunço eu bagunço o corpo todo seu
Eu sou um fruto bruto e vulgar
Que se acomoda nesse abrigo abraço seu

Uma aquariana, garoto
Ou tu atura ou surtar e fica louco
Eu voo pelos ares
Nos lares, mares hm
Eu quero andar por todos lugares

Subo nos tecidos onde fico
Danço, rodo, pulo, giro, nego
Você não entende nada
Encante cante hm
Seja dançante como a luz na mata

Como o cactus do sertao
Maria bonita e lampião

Sou aquarela em tela rabiscar
Jagunço eu bagunço o corpo todo seu
Eu sou um fruto bruto e vulgar
Me deixa ganhar esse abraço seu

Sou aquarela em tela rabiscar
Jagunço eu bagunço o corpo todo seu
Eu sou um fruto bruto e vulgar
Me deixa ganhar esse abraço seu
Me deixar ganhar
Me deixar ganhar
Me deixa ganhar
Jagunço eu bagunço
Jagunço eu bagunço

O corpo corpo todo todo louco louco seu
O corpo corpo todo todo louco louco seu
Jagunço eu bagunço eu

Jagunço

Me vuelvo loco cuando me pides, nena
Que cante las nuevas pausas
Ya conozco esa cara
Me mira de frente, hm
Observa y me deja bailando

El afecto como fuente de lenguaje
Tú vives en el centro, yo en el margen
Mi corazón me asalta
Despega el motorcito, cariño
Que voy vestido en mi bate bola

Como el cactus del sertón
María bonita y lampião

Soy acuarela en lienzo para garabatear
Jagunço, desordeno todo tu cuerpo
Soy un fruto bruto y vulgar
Déjame ganar este abrazo tuyo

Soy acuarela en lienzo para garabatear
Jagunço, desordeno todo tu cuerpo
Soy un fruto bruto y vulgar
Que se acomoda en este abrazo tuyo

Una acuariana, chico
O aguantas o te vuelves loco
Vuelo por los aires
En hogares, mares, hm
Quiero caminar por todos lados

Subo en los tejidos donde me quedo
Bailo, giro, salto, me muevo, niego
Tú no entiendes nada
Encanta, canta, hm
Sé bailarín como la luz en la selva

Como el cactus del sertón
María bonita y lampião

Soy acuarela en lienzo para garabatear
Jagunço, desordeno todo tu cuerpo
Soy un fruto bruto y vulgar
Déjame ganar este abrazo tuyo

Soy acuarela en lienzo para garabatear
Jagunço, desordeno todo tu cuerpo
Soy un fruto bruto y vulgar
Déjame ganar este abrazo tuyo
Déjame ganar
Déjame ganar
Déjame ganar
Jagunço, desordeno
Jagunço, desordeno

Tu cuerpo, cuerpo todo, todo loco, loco tuyo
Tu cuerpo, cuerpo todo, todo loco, loco tuyo
Jagunço, desordeno yo

Escrita por: Alan Bernardes