Ao Léu!
Minha fumaça vai muito além
Na madrugada sou corda vadia
A rua é meu cobertor e meu lar
O mundo gira e eu ganho o dia
Não tenho grana mas tenho um lugar
Minhas cinzas não tocam ninguém
Meu copo é um navio a velejar
Quando transbordo sou um vai e vem
Sigo em frente não preciso de véu
Todos dizem que essa vida é ao léu
Sigo em frente não preciso de véu
Vou vivendo a vida ao léu
Já cruzei as pontes do tempo
Não há porque correr
Sou a fluidez do vento
A cada segundo que não quer parar
Não pense que sou tolo
Meu verbo te faz dançar
Se cortar eu mordo
E não vou largar
Sigo em frente não preciso de véu
Todos dizem que essa vida é ao léu
Sigo em frente não preciso de véu
Vou vivendo a vida ao léu
¡Al libre!
Mi humo va mucho más allá
En la madrugada soy cuerda vagabunda
La calle es mi cobija y mi hogar
El mundo gira y yo gano el día
No tengo plata pero tengo un lugar
Mis cenizas no tocan a nadie
Mi vaso es un barco navegando
Cuando reboso soy un vaivén
Sigo adelante no necesito velo
Todos dicen que esta vida es al libre
Sigo adelante no necesito velo
Voy viviendo la vida al libre
Ya crucé los puentes del tiempo
No hay por qué correr
Soy la fluidez del viento
Cada segundo que no quiere parar
No pienses que soy tonto
Mi verbo te hace bailar
Si cortas, yo muerdo
Y no voy a soltar
Sigo adelante no necesito velo
Todos dicen que esta vida es al libre
Sigo adelante no necesito velo
Voy viviendo la vida al libre
Escrita por: Humberto Amorim / Ítalo Rocha