395px

Como si fuera un faquir

Alceu Valença

Como Se Eu Fosse Um Faquir

Demanhazinha o sol entrou pela janela
Revirando os meus segredos
Invadindo a minha cela
Procurando no meu ninho
Coisas do arco-da-velha

Abriu gavetas, revirou minhas lembranças,
Revi cartas, telegramas,
Diademas, bugigangas,
Cheiro de água de colônia
Da mulher que eu não amei

Me desarmou de minhas armas mais secretas
Esbarrou na minha pressa
De chegar ou de partir
Espetando a minha calma
Como se eu fosse um faquir

Como si fuera un faquir

Demanhazinha el sol entró por la ventana
Revuelto mis secretos
Invadiendo mi celda
Buscando en mi nido
Cosas del arco iris

Abrió cajones, revolvió mis recuerdos,
Revisé cartas, telegramas,
Diademas, baratijas,
Olor a agua de colonia
De la mujer que no amé

Me desarmó de mis armas más secretas
Chocó con mi prisa
De llegar o de partir
Pinchando mi calma
Como si fuera un faquir

Escrita por: Alçeu Valença