395px

Me voy maldito para Catende

Alceu Valença

Vou Danado Pra Catende

Ai, Telminha
Ouça essa carta
Que eu não escrevi
Por aqui
Vai tudo bem
Mas eu só penso
Um dia em voltar

Ai, Telminha
Veja a enrascada
Que fui me meter
Por aqui
Tudo corre tão depressa
Se você tropeça
Não vai levantar
Tudo corre tão depressa
Se você tropeça
Não vai levantar
Tudo corre tão depressa
As motocicletas
Se movimentando
Os dedos da moça
Datilografando
Numa engrenagem de pernas pro ar

Ai, Telminha
Veja a enrascada
Que fui me meter
Por aqui
Tudo corre tão depressa
Se você tropeça
Não vai levantar
Tudo corre tão depressa
Se você tropeça
Não vai levantar
Tudo corre tão depressa
As motocicletas
Se movimentando
Os dedos da moça
Datilografando
Numa engrenagem de pernas pro ar

Eu quero um trem
Eu preciso de um trem

Eu vou danado pra Catende
Vou danado pra Catende
Vou danado pra Catende
Com vontade de chegar

E o Sol é vermelho
Como um tição

Eu vou danado pra Catende
Vou danado pra Catende
Vou danado pra Catende
Com vontade de chegar

Mergulhão, mucambos, moleques, mulatos
Vêm vê-lo passar
Adeus, adeus, adeus

Adeus morena do cabelo cacheado
Ali mora o pai da mata
Aquilo é a casa das caipora
Caipora, caipora, caipora

Me voy maldito para Catende

Ai, Telminha
Escucha esta carta
Que no escribí
Por aquí
Todo va bien
Pero solo pienso
En regresar algún día

Ai, Telminha
Mira el lío
En el que me metí
Por aquí
Todo va tan rápido
Si tropiezas
No te levantarás
Todo va tan rápido
Si tropiezas
No te levantarás
Todo va tan rápido
Las motocicletas
Moviéndose
Los dedos de la chica
Tecleando
En un engranaje de piernas al aire

Ai, Telminha
Mira el lío
En el que me metí
Por aquí
Todo va tan rápido
Si tropiezas
No te levantarás
Todo va tan rápido
Si tropiezas
No te levantarás
Todo va tan rápido
Las motocicletas
Moviéndose
Los dedos de la chica
Tecleando
En un engranaje de piernas al aire

Quiero un tren
Necesito un tren

Me voy maldito para Catende
Me voy maldito para Catende
Me voy maldito para Catende
Con ganas de llegar

Y el sol es rojo
Como un tizón

Me voy maldito para Catende
Me voy maldito para Catende
Me voy maldito para Catende
Con ganas de llegar

Mergulhão, mucambos, chicos, mulatos
Vienen a verlo pasar
Adiós, adiós, adiós

Adiós morena de cabello rizado
Allí vive el padre de la selva
Esa es la casa de los caiporas
Caipora, caipora, caipora

Escrita por: Alçeu Valença / Ascenso Ferreira