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Cantar

Alcides Gerardi

Cantar

Cantar eu cantarei como a cigarra
Pela arte ou como farra
Para alegrar tristonhos corações
Cantar eu cantarei até morrer
Farei vibrar farei gemer
Os mais sonoros violões

Cantar eu cantarei sincero eu digo
Para amigo ou inimigo
Ou para quem quisera a tempo
Me escutar
Porém eu trago dentro do meu peito
Um coração contrafeito
Com vontade de chorar
As mágoas que o passado acumulou
O meu peito represou
Com o dique da desilusão

São dores das feridas de minh’alma
E nem jó teria calma
Do meu pobre coração
Tristezas, amarguras
Tudo eu tive em profusão
Falsos amores sempre em busca
Do interesse da traição
E cada lágrima contida sem brotar
Eu transformei em versos
Para lhes poder cantar

Cantar

Cantaré como la cigarra
Por arte o por diversión
Para alegrar corazones tristes
Cantaré hasta morir
Haré vibrar, haré gemir
Los más sonoros violones

Cantaré sinceramente lo digo
Para amigo o enemigo
O para quien quisiera a tiempo
Escucharme
Pero llevo dentro de mi pecho
Un corazón deshecho
Con ganas de llorar
Las penas que el pasado acumuló
Mi pecho contuvo
Con el dique de la desilusión

Son dolores de las heridas de mi alma
Ni el oro tendría calma
De mi pobre corazón
Tristezas, amarguras
Todo lo tuve en abundancia
Falsos amores siempre en busca
Del interés de la traición
Y cada lágrima contenida sin brotar
Transformé en versos
Para poder cantarles

Escrita por: Leonel Azevedo