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Cuentos de Fados

Aldina Duarte

Contos de Fados

Tantas terras, tantas gentes
Tantas sortes, tantas vidas
Que parecem tão diferentes
E que afinal são parecidas

Sejam de hoje ou de ontem
Inventadas ou vividas
Por mais vidas que se contem
Sobram sempre tantas vidas

São contos, contando contos
Que vivemos, que sonhamos
A que se acrescentam pontos
De cada vez que os contamos

E se os contos são cantados
Se a rima for bem escolhida
Já não são contos, são fados
Já não são fados, são vida

Já não são contos, são fados
E se são fados, são vida

Cuentos de Fados

Tantas tierras, tantas personas
Tantos destinos, tantas vidas
Que parecen tan diferentes
Y al final son parecidas

Ya sea de hoy o de ayer
Inventadas o vividas
Por más vidas que se cuenten
Siempre quedan tantas vidas

Son cuentos, contando cuentos
Que vivimos, que soñamos
A los que se suman puntos
Cada vez que los contamos

Y si los cuentos son cantados
Si la rima está bien elegida
Ya no son cuentos, son fados
Ya no son fados, son vida

Ya no son cuentos, son fados
Y si son fados, son vida

Escrita por: José António Sabrosa / Manuela De Freitas