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Una Gracia Antigua

Aldina Duarte

Uma Graça Antiga

Aquela voz bem timbrada
Naquele olhar magoado
Podia não ser mais nada
Mas tudo aquilo era fado

Caminhava distraído
Como quem anda no céu
E quando havia um sentido
O seu destino era eu

Dançamos com as estrelas
Andei descalça contigo
Cantamos pelas vielas
As rimas dum fado antigo

A vida às vezes diz sim
Aos sonhos de quem não espera
Aquele teu beijo sem fim
Foi a minha primavera

Una Gracia Antigua

Esa voz bien timbrada
En esa mirada herida
Podría no ser más que nada
Pero todo eso era destino

Caminaba distraído
Como quien anda en el cielo
Y cuando había un sentido
Su destino era yo

Bailamos con las estrellas
Anduve descalza contigo
Cantamos por las callejuelas
Las rimas de un fado antiguo

La vida a veces dice sí
A los sueños de quien no espera
Ese beso tuyo sin fin
Fue mi primavera

Escrita por: Aldina Duarte / Fernando Freitas *fado das sardinheiras*