Ê, ai, ai, ai, ô
Olha o figura aí
Ele é metido a malandro, mas é um tremendo zé mané
Fica no bairro dando migué, e espalhando muito caô
Pede dinheiro pro rango, mas corre logo pro vapor
Vive bancando o esperto, mas só arruma dissabor
Ih, olha ele aí, ai, ai, ai
Eita cara trambiqueiro, vai acabar num braseiro
Com a cara cheia de formiga, lá no morro da biriba
Faz migué, faz caô, se complica o tempo inteiro
Jura que é malandrão, mas vacila o tempo inteiro
Ê biriba, ô
Teve que fugir pro morro, e levou logo um esporro
Disseram que tava na pista, fazendo mais um rolo torto
Pra tudo tem desculpa, pra tudo tem explicação
Mas quando apertam o sujeito, some igual assombração
Eita cara trambiqueiro, vai acabar num braseiro
Com a cara cheia de formiga, lá no morro da biriba
Ai, ai, ai, ê malandragem
No boteco pede fiado, promete pagar depois
Quando vê os homi de longe, já corre por dois
Vive pagando de mestre, de professor da ilusão
Mas todo mundo já conhece a fama do vacilão
Eita cara trambiqueiro, vai acabar num braseiro
Com a cara cheia de formiga, lá no morro da biriba
Faz migué, faz caô, mete os pés pelas mãos
Jura que é malandrão, mas não passa de um vacilão
Ô, ai, ai, ai, ê biriba, ô trambiqueiro, ê