Oh, ah, ê, uô
Laiá, laiá, ah
Tem algo preso em meu peito
Que eu não consigo explicar
Vive entrando nos meus sonhos
Quando tento descansar
É uma chama sem fumaça
Uma lembrança sem lugar
Um retrato sem moldura
Que insiste em me chamar
Oh, ah
Vem de mansinho e me encontra
Quando a noite quer cair
Traz perfume de saudade
E depois volta a partir
Deixa marcas invisíveis
Que o tempo não apagou
Feito vento em porta aberta
Que passou e não voltou
Ê, uô
Laiá, laiá
Você mora nos meus sonhos
Mesmo sem morar aqui
É um caminho sem chegada
Que eu não consigo fugir
Vai levando os meus pensamentos
Feito barco pelo mar
E eu finjo estar tranquilo
Mas só penso em te encontrar
Oh, ah, uô, ê
Sombra leve na memória
Luz distante a cintilar
Um desejo sem resposta
Que não para de voltar
Entre o medo e a esperança
Vou tentando compreender
Por que algumas histórias
Nunca deixam de viver?
Você mora nos meus sonhos
Mesmo sem morar aqui
É um caminho sem chegada
Que eu não consigo fugir
Vai levando os meus pensamentos
Feito barco pelo mar
E eu finjo estar tranquilo
Mas só penso em te encontrar
Oh, ah, laiá, laiá, laiá, ê, coração
Oh, ah