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Chão da praça

Alexandre Leão

Chão da praça

Olhos negros, cruéis, tentadores
Das multidões sem cantor
Olhos negros, cruéis, tentadores
Das multidões sem cantor

Meu amor que ficou nessa dança, meu amor
Tem fé na dança
Nessa dor, meu amor, é que balança nossa dor
O chão da praça

Vê que já detonou o chão da praça
Porque todo pranto rolou
Olhos negros, cruéis, tentadores

Das multidões sem cantor
Olhos negros, cruéis, tentadores
Das multidões sem cantor

Eu era menino, menino
Um beduíno com ouvido de mercador
Lá no oriente tem gente
Com olhar que lança na dança do meu amor
Tem que dançar a dança
Que a nossa dor balança o chão da praça

Chão da praça

Ojos negros, crueles, tentadores
De las multitudes sin cantor
Ojos negros, crueles, tentadores
De las multitudes sin cantor

Mi amor que se quedó en esta danza, mi amor
Tiene fe en la danza
En este dolor, mi amor, es lo que balancea nuestro dolor
El suelo de la plaza

Mira que ya detonó el suelo de la plaza
Porque todo llanto rodó
Ojos negros, crueles, tentadores

De las multitudes sin cantor
Ojos negros, crueles, tentadores
De las multitudes sin cantor

Yo era un niño, un niño
Un beduino con oído de mercader
Allá en oriente hay gente
Con mirada que lanza en la danza de mi amor
Tiene que bailar la danza
Que nuestro dolor balancea el suelo de la plaza

Escrita por: Fausto Nilo / Moraes Moreira