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Ya me acostumbré

Alexandre Malaquias

Já Me Acostumei

Já me acostumei com a falta de gravidade
Já me acostumei com gestos de Barrabás
Já me acostumei com toda a certeza
Pois a natureza do insano me atingiu

Já me acostumei a ver a luz até mesmo onde não está
Pra mim é normal ocultar a verdade
Em nome de Deus dizer a mentira

Já me acostumei a falar com espelhos
E me convencer da minha beleza
A falar do próximo com desrespeito
A bater no peito dia sete do nove

Já me acostumei com a fome na africa
Com as guerras santas e os filmes de heróis
E pensando bem quem se importa com isso
A mentira amigo é amiga do homem

Já me acostumei
Já me acostumei, ia ia ia ia

Já me acostumei, já me acostumei

Ya me acostumbré

Ya me acostumbré a la falta de gravedad
Ya me acostumbré a gestos de Barrabás
Ya me acostumbré a toda certeza
Pues la naturaleza de lo insano me alcanzó

Ya me acostumbré a ver la luz incluso donde no está
Para mí es normal ocultar la verdad
En nombre de Dios decir la mentira

Ya me acostumbré a hablar con espejos
Y convencerme de mi belleza
A hablar del prójimo con falta de respeto
A golpear el pecho el siete del nueve

Ya me acostumbré a la hambre en África
Con las guerras santas y las películas de héroes
Y pensándolo bien, ¿a quién le importa eso?
La mentira, amigo, es amiga del hombre

Ya me acostumbré
Ya me acostumbré, ia ia ia ia

Ya me acostumbré, ya me acostumbré

Escrita por: Alexandre Malaquias