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Última vez

Alibal Conspiracy

Última Vez

Na última vez que você me filmou
Eu tava de cabelo grande lembra?
Na última vez que você me filmou
Eu tava de cabelo enorme lembra?
Agora tô de cabelinho pequeninho assim lembra?
Agora tô de cabelinho, cabelo assim derreado (como índio)

Quero dizer pra encerra
Tudo aquilo que eu não disse
Quero então enfim falar

Não há ninguém sozinho neste mundo
Ninguém é mais vagabundo do que eu
Ninguém é mais solitário do que eu
Ninguém é mais sozinho do que eu

E daqui eu sumi em forma de refúgio
Fui pra Cachoeiro do Itapemirim
No pior dos temporais
Aí de mim aí de mim
O bloco furou fui a pé pra salvador
No sentimento do poeta do riso e da dor
Expressam esses anos de esquecimento
Eu queria grita botar pra gemer vender!
Queria expor o sucesso
Repartindo essa poesia em fatias finas
Agora o temporal já passou meu amor
Podemos sair disso aqui
Chamado Brasil

Última vez

La última vez que me grabaste
Tenía el pelo grande, ¿recuerdas?
La última vez que me grabaste
Tenía un pelo enorme, ¿recuerdas?
Ahora tengo un poco de pelo como ese, ¿recuerdas?
Ahora tengo pelo, pelo como este derretido (como indio)

Quiero decir, apágalo
Todo lo que no dije
Así que finalmente quiero hablar

No hay nadie solo en este mundo
Nadie es más vagabundo que yo
Nadie está más solo que yo
Nadie está más solo que yo

Y de aquí desaparecí en forma de refugio
Fui a Cachoeiro do Itapemirim
En el peor de las tormentas
Allí de mí allí de mí
El bloque se rompió, caminé hacia el salvador
En el sentimiento del poeta de la risa y el dolor
Expresan estos años de olvido
¡Quería gritar para gemir vender!
Quería exponer el éxito
Escondar esta poesía en rodajas finas
Ahora la tormenta ha pasado mi amor
Podemos salir de esto aquí
Llamado Brasil

Escrita por: Alipio Argeu / Sérgio Sampaio