395px

Juro Que Vi

Allan Carvalho

Juro Que Vi

Noite escura Lua nova sem estrelas
Soberana permeia a ave derradeira
Atrás de incrédulos confrades desencardos
Correm que agora é a ave de encantados

Outrora mulher em noite de luar
Vários varões se perderam em seu olhar
Cheiro e fumaça de um pito de taquara
Desencantam ave rara em alvorada

No fim da tarde quando o vento dá geral
Caboclo aquieta com grito do matagal

Pois não é lenda, sua sina sorrateira
Juro que vi matinta perêra

A preta velha, pé de pato
Pede cachaça e tabaco

Pois não é lenda, sua sina sorrateira
Juro que vi matinta perêra

Juro Que Vi

Noche oscura
Luna nueva sin estrellas
Soberana atraviesa al ave final
Detrás de incrédulos camaradas descoloridos
Corren que ahora es el ave de los encantados

Antes mujer en noche de luna
Varios hombres se perdieron en su mirada
Olor y humo de un cigarro de caña
Desencantan al ave rara al amanecer

Al final de la tarde cuando el viento se desata
El campesino se calma con el grito del monte

Porque no es leyenda, su destino sigiloso
Juro que vi a la matinta perêra

La vieja negra, pie de pato
Pide aguardiente y tabaco

Porque no es leyenda, su destino sigiloso
Juro que vi a la matinta perêra

Escrita por: Allan Carvalho / Helberth Braz