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Ojalá tuviera que darte

Almério

Queria Ter Pra Te Dar

Que embaraço é a tua tez
Há de haver algo no mundo mais conciso
Preciso que tu venhas
Me desconfigurar
Me molhar com teus olhos de mar

Era imenso e eu já nem sei
Tua voz ornamentava o meu juízo
juízo que eu não tenho
Pra me justificar
Mas eu queria ter pra te dar

Uma coroa de rei
Uma nau pro além mar, pro invisível
É claro que eu não tenho
Pra te presentear
Mas eu queria ter pra te dar

Se a razão já não convém
É preciso suturar o indeciso
Preciso mais de um tempo
Pra me equilibrar
E te roubar da boca esse ar

Saquear à força a lei
Pro poder se concentrar no teu umbigo
Coragem que eu não tenho
De me vulgarizar
Mas eu queria ter pra te dar

Preciso que tu venhas
Me desconfigurar
Me molhar com teus olhos de mar

Ojalá tuviera que darte

Qué vergüenza es tu cutis
Debe haber algo en el mundo más conciso
Necesito que vengas
Desconfigurarme
Mojame con tus ojos de mar

Era enorme y ni siquiera lo sé
Tu voz adornaba mi juicio
juicio que no tengo
Para justificarme
Pero ojalá tuviera que darte

Corona de rey
Un barco al mar, a lo invisible
Por supuesto que no tengo
Para darte un regalo
Pero ojalá tuviera que darte

Si la razón ya no se adapta
Tienes que suturar a los indecisos
Necesito más que un poco de tiempo
Para equilibrarme
Y roba ese aire de tu boca

Para saquear por la fuerza la ley
Para que puedas centrarte en tu ombligo
Ánimo que no tengo
Para vulgarizarme a mí mismo
Pero ojalá tuviera que darte

Necesito que vengas
Desconfigurarme
Mojame con tus ojos de mar

Escrita por: Thiago Emanoel Martins