395px

manos

Almir Guineto

mãos

Mãos, se rendem
Pra outras que tudo levam

Quase em extinção
Mãos honestas, amorosas
Em nossas pobres mãos
Que batem as cordas

Pago pra ver
Queimar em brasa
As mãos de bacharéis
Que não condenam o mal
Que inocentam reús
Em troca do vil metal

As mãos de bacharéis
Que não condenam o mal
Que inocentam reús
Em troca do vil metal

Mãos de infiéis
Revés que não contentam
Movendo a diretriz tão fraudulenta

Sem réu e sem juiz
Mãos não se acorrentam
Justiça põe as mãos na consciência

Ato que fez Pilatos
Lavando suas mãos
É o mesmo que injustiça
Feita com as próprias mãos

As mãos que fracassaram
Na torre de Babel
Porque desafiaram
As mãos do céu

manos

Manos, se rinden
A otras que todo se llevan

Casi en extinción
Manos honestas, amorosas
En nuestras pobres manos
Que tocan las cuerdas

Pago por ver
Arder en brasas
Las manos de abogados
Que no condenan el mal
Que inocentan a los reos
A cambio del vil metal

Las manos de abogados
Que no condenan el mal
Que inocentan a los reos
A cambio del vil metal

Manos de infieles
Revés que no satisfacen
Moviendo la dirección tan fraudulenta

Sin reo y sin juez
Las manos no se encadenan
La justicia pone las manos en la conciencia

Acto que hizo Pilatos
Lavando sus manos
Es lo mismo que injusticia
Hecha con las propias manos

Las manos que fracasaron
En la torre de Babel
Porque desafiaron
Las manos del cielo

Escrita por: Almir Guineto, Carlos Senna, Simões Pqd