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Galopada

Almir Sater

Morena do meu apreço, desconheço o que é cansaço
Feito nuvem de poeira apareço e me desfaço
Atrás do seu endereço que na carta veio errado
E viro o mundo pelo avesso, morena dos meus pecados

Na fogueira do teu beijo eu me queimo de bom grado
Se foi tão bom no varejo, iImagina no atacado, morena
Que nem caneta em mão inspirada
Vai deslizando igual queda d'água
Açoitando o vento eu vou seguir nesta galopada

Morena do meu apego, logo chego em teu pedaço
Quero em tua cabeceira reservar o meu espaço
Pra viagem ser ligeira traço léguas no compasso
E só encontro meu sossego, morena no seu abraço

Pra ter mais deste chamego, que me deixa enfeitiçado
Crio asas de morcego e vou voando pro seu lado, morena
Que nem cometa em noite estrelada
Meu pensamento vai comendo estrada
Cavalgando o tempo a prosseguir nesta galopada

Que nem cometa em noite estrelada
Meu pensamento vai comendo estrada
Cavalgando o tempo a prosseguir nesta galopada

Escrita por: Almir Sater, Paulo Simoes