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Dolor Gô

Almôndegas

Gô

Pena Gô que entre tanto amor
Ainda sejamos sós
Calou-se nossa voz
Neste silêncio de outono
No abandono de um pouco de sol.

Pena Gô que sempre tanta dor
Esgote nosso ser a sede de viver
E a poesia renascida
De nossa paz
Se perca em versos tão banais
Estremecida, espere o dia terminar
Pra não voltar jamais.

Pena Gô que tudo que restou
Se perca em frases vãs
Sem hoje ou amanhã
E siga tudo como antes:
Horizontes, uma estrada e pó.

Dolor Gô

Dolor Gô que entre tanto amor
Aún estemos solos
Nuestra voz se ha callado
En este silencio de otoño
En el abandono de un poco de sol.

Dolor Gô que siempre tanta pena
Agote nuestro ser la sed de vivir
Y la poesía renacida
De nuestra paz
Se pierda en versos tan triviales
Estremecida, espera que termine el día
Para no regresar jamás.

Dolor Gô que todo lo que quedó
Se pierda en frases vanas
Sin hoy ni mañana
Y todo siga como antes:
Horizontes, un camino y polvo.

Escrita por: Quico Castro Neves