Ciclovia
De que lado mora a razão?
Em que mão ela vem
Atropelando alguém
E deixando no chão.
Eu nunca conheci
Quem morreu de razão,
Mas quantos eu perdi
Em meio a confusão.
Multidão que lá vai
Sempre a passos tão certos.
Qual caminho é mais perto?
- Levo o meu caminhão.
Eu sim, eu não
Sei mas quem sabe?
Sou paixão e vaidade
Sou um livro
E uma tela
Sou notícia e novela
Rezo aos meus orixás
Eu nunca conheci
Quem viveu de razão.
Nem meu pai, nem platão,
Nem o espírito são
Mansidão que lá vai
Sempre pisando em falso.
Quantas botas eu calço?
- Sigo o meu coração
Eu sim, eu não
Sei mas quem sabe?
Sou paixão e vaidade
Sou um livro
E uma tela
Sou notícia e novela
Rezo aos meus orixás
(Eu te levo no guidon)
Ciclovía
De qué lado reside la razón?
En qué mano viene
Atropellando a alguien
Y dejándolo en el suelo.
Nunca conocí
A alguien que muriera por razón,
Pero cuántos perdí
En medio de la confusión.
La multitud que va allá
Siempre con pasos tan seguros.
¿Cuál camino es más cercano?
- Llevo mi camión.
Sí, no sé
Pero quién sabe?
Soy pasión y vanidad
Soy un libro
Y una pantalla
Soy noticia y novela
Rezo a mis orixás.
Nunca conocí
A alguien que viviera por razón.
Ni mi padre, ni Platón,
Ni el espíritu santo.
La mansedumbre que va allá
Siempre pisando en falso.
¿Cuántas botas calzo?
- Sigo mi corazón.
Sí, no sé
Pero quién sabe?
Soy pasión y vanidad
Soy un libro
Y una pantalla
Soy noticia y novela
Rezo a mis orixás.
(Te llevo en el manubrio)