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Recuerdo (parte. Gaúcho da Fronteira)

Althair e Alexandre

Recordação (part. Gaúcho da Fronteira)

Amargurado pela dor de uma saudade
Fui ver de novo o recanto onde nasci
Onde passei minha bela mocidade
Voltei chorando com a tristeza que senti

Vi a campina que eu brincava com maninho
E a palmeira que meu velho pai plantou
Chorei demais com saudade do velhinho
Que Deus do céu há muitos anos já levou

E onde estão meus estimados companheiros
Se foram tantos janeiros desde que deixei meus pais
Adeus lagoa poço verde da esperança
Meu tempinho de criança que não volta nunca mais

Meu pé de cedro desfolhado já sem vida
Final amargo de uma rósea esperança
O monjolinho quero ouvir suas batidas
A embalar a minha alma de criança

Manso regato que brotava lá na serra
Saudosa fonte que alegrava o meu viver
Adeus paisagem céu azul da minha terra
Rincão querido hei de amar-te até morrer

Recuerdo (parte. Gaúcho da Fronteira)

Amargado por el dolor de una añoranza
Fui a ver de nuevo el rincón donde nací
Donde pasé mi hermosa juventud
Regresé llorando con la tristeza que sentí

Vi la campiña donde jugaba con mi hermano
Y la palmera que mi viejo padre plantó
Lloré mucho con la añoranza del viejito
Que Dios del cielo se llevó hace muchos años

Y dónde están mis estimados compañeros
Se han ido tantos eneros desde que dejé a mis padres
Adiós laguna pozo verde de la esperanza
Mi tiempito de niñez que no vuelve nunca más

Mi pie de cedro deshojado ya sin vida
Final amargo de una rosa esperanza
El molinillo quiero escuchar sus golpes
Arrullando mi alma de niño

Tranquilo arroyo que brotaba allá en la sierra
Añorada fuente que alegraba mi existir
Adiós paisaje cielo azul de mi tierra
Rincón querido te amaré hasta morir

Escrita por: Goia / Nenete