395px

Madre, Baiana Madre

Aluísio Machado

Mãe, Baiana Mãe

Abre as portas, oh folia
Venho dar vazão à minha euforia
A musa se vestiu de verde e branco
E o pranto se fez canto
Na razão do dia-a-dia
Mãe, baiana mãe
Empresta o teu calor
Eu quero amanhecer no teu colo
Onde deito, durmo e rolo
E isolo a minha dor
Eu quero, quero te saudar nesta avenida
Pra valorizar a vida
Que a vida valorizou

Mãe negra, sou a tua descendência
Sinto tua influência
No meu sangue e na cor
Iê, abará, acarajé
Capoeira, filho da mãe
Pregoeiro, homem da mulher

Okolofé mamãe
Kolofé-lorum
Aieieu, aieieu mamãe oxum (bis)

Baiana, baianinha boa
Teu requebro me enfeitiçou
Enfeitiçado, sambando eu vou
Baiana mãe Baiana
É belo o teu pedestal
Eu te adoro e adorando imploro
Teu carinho maternal

Tia Ciata, mãe amor
O teu seio o samba alimentou

E a baiana se glorificou (bis)

Madre, Baiana Madre

Abre las puertas, oh juerga
Vengo a dar rienda suelta a mi euforia
La musa vestida de verde y blanco
Y el luto se hizo una canción
Sobre la base del día a día
Madre, madre bahiana
Prestar su calor
Quiero amanecer en tu regazo
Donde me acuesto, duermo y rodar
Y yo aísle mi dolor
Quiero saludarte en esta avenida
Valorar la vida
Que la vida ha valorado

Madre negra, soy tu descendencia
Siento tu influencia
En mi sangre y color
Es decir, abará, acarajé
Capoeira, hijo de un arma
Nailor, el hombre de la mujer

Okolofé mamá
Kolofé-lorum
Aieieu, aieieu mami oxum (encore)

Baiana, baiana bien
Tu rebote me ha embrujado
Embrujado, sambando voy
Bahía madre Baiana
Tu pedestal es hermoso
Te adoro y te adoro te suplico
Tu afecto maternal

Tía Ciata, madre amor
Tu pecho alimentó la samba

Y la bahiana se glorificó a sí misma (encore)

Escrita por: Aluísio Machado / Beto Sem Braço