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Devo y No Niegues

Alvarenga e Ranchinho

Devo E Não Nego

Saí do meu trabalho muito aborrecido
O meu patrão está quase falido
Ele abaixou meu ordenado
Meu senhorio está desesperado
Não vê dinheiro desde o mês passado
No armazém eu fiquei atrasado
O meu salário já foi reduzido
Estou perdido

Veja você, no quitandeiro eu devo vinte e cinco
Pago quando pudê, devo e não minto
No açougueiro eu devo quarenta
E essa conta justamente me atormenta

E dois mês de casa a razão de trinta
Divido o leite, deve a prestação
Somando a conta e vorta tudo no cento e cinquenta
Eu vou mandá você somá pra vê se dá

Saí do meu trabalho muito aborrecido
O meu patrão está quase falido
Ele abaixou meu ordenado
Meu senhorio está desesperado
Não vê dinheiro desde o mês passado
No armazém eu fiquei atrasado
O meu salário já foi reduzido
Estou perdido

Veja você, saí do fogo e caí na água quente
Minha nega não vai muito pra batente
Gosta de comer muito engordurado
E desta vez eu não dou conta do recado
E na padaria tô endividado
O meu peixeiro e o meu carvoeiro
Foram os primeiros a ficar lesado
Devo e não nega, minha vida à Deus entrego

Devo y No Niegues

Dejé mi trabajo muy aburrido
Mi jefe está casi arruinado
Bajó mi sueldo
Mi casero está desesperado
No has visto dinero desde el mes pasado
En el almacén llegué tarde
Mi salario ya se ha reducido
Estoy perdido

Verás, en el granjero debo veinticinco
Pagaré cuando pueda, debo, y no miento
En el carnicero debo cuarenta
Y esa cuenta me atormenta con razón

Y dos meses a casa la proporción de treinta
Divido la leche, debo el beneficio
Añadir la cuenta y vorta todo en ciento cincuenta
Te enviaré a ver si puedes

Dejé mi trabajo muy aburrido
Mi jefe está casi arruinado
Bajó mi sueldo
Mi casero está desesperado
No has visto dinero desde el mes pasado
En el almacén llegué tarde
Mi salario ya se ha reducido
Estoy perdido

Mírate, salí del fuego y caí en el agua caliente
Mi negación no va demasiado lejos hasta la parada
Le gusta comer demasiado grasoso
Y esta vez no puedo manejarlo
Y en la panadería estoy en deuda
Mi pescadero y mi coalero
Fueron los primeros en salir lastimados
Le debo y no niego, mi vida a Dios le doy

Escrita por: Dirigan Gonçalves / Jose Goncalves