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Ô Mouraria

Amália Rodrigues

Ai Mouraria

Ai Mouraria
Da velha rua da Palma
Onde eu um dia
Deixei presa a minha alma

Por ter passado mesmo ao meu lado certo fadista
De cor morena, boca pequena, olhar trocista

Ai Mouraria
Do homem do meu encanto
Que mentia
Mas que eu adorava tanto

Amor que o vento
Como um lamento
Levou consigo

Mas que ainda agora
E a toda a hora
Trago comigo

Ai Mouraria
Dos rouxinóis nos beirais
Dos vestidos cor-de-rosa
Dos pregões tradicionais

Ai Mouraria
Das procissões a passar
Da Severa em voz saudosa
Da guitarra a soluçar

Ai Mouraria
Das procissões a passar
Da Severa em voz saudosa
Da guitarra a soluçar

Ô Mouraria

Ô Mouraria
Dans la vieille rue de la Palma
Où un jour j'ai
Laissé mon âme enchaînée

Pour avoir croisé juste à mes côtés un vrai fadiste
De peau mate, petite bouche, regard moqueur

Ô Mouraria
De l'homme qui me fait rêver
Qui mentait
Mais que j'aimais tant

Un amour que le vent
Comme un soupir
A emporté avec lui

Mais que je porte encore
À chaque instant
Avec moi

Ô Mouraria
Des rossignols sur les rebords
Des robes rose bonbon
Des cris traditionnels

Ô Mouraria
Des processions qui passent
De la Severa en voix nostalgique
De la guitare qui sanglote

Ô Mouraria
Des processions qui passent
De la Severa en voix nostalgique
De la guitare qui sanglote

Escrita por: Amadeu do Vale