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Univiver

Amanda Reznor

Univiver

Abre-me o destino
Exposto em suas mãos;
Passe-me em um beijo
O licor do seu coração;

Me conceda a vida...
... mesmo que na morte em vão!
Sou uma discípula da sua salvação...

Não preciso pedir a deus
Uma permissão para reinar livremente...

Seremos deuses, então!
E o sangue - alheio - em nossas veias
A cada dia se renovará
E o canto das sereias
Não mais impressionará...

Dois seres noturnos
Que vagam a esmo
Pela escuridão
De um caminho incerto

O dia não tememos
Mas a luz assusta
Pois faz imergir das sombras
A podridão robusta...

Eis o que não vemos!
Por preferir assim,
Vivemos em fantasia...

E os nossos dias não terão mais fim!
A vida...
Se nos faz eterna!
E cada dia se renovará,
Trancados na cisterna que ninguém encontrará...!

Univiver

Ábreme el destino
Expuesto en tus manos;
Pásame en un beso
El licor de tu corazón;

Concédeme la vida...
...aunque en la muerte en vano!
Soy una discípula de tu salvación...

No necesito pedir a Dios
Permiso para reinar libremente...

¡Seremos dioses, entonces!
Y la sangre - ajena - en nuestras venas
Cada día se renovará
Y el canto de las sirenas
Ya no impresionará...

Dos seres nocturnos
Que vagan sin rumbo
Por la oscuridad
De un camino incierto

No tememos al día
Pero la luz asusta
Pues hace emerger de las sombras
La podredumbre robusta...

¡He aquí lo que no vemos!
Por preferirlo así,
Vivimos en fantasía...

¡Y nuestros días no tendrán fin!
La vida...
¡Si nos hace eternos!
Y cada día se renovará,
Encerrados en la cisterna que nadie encontrará...!

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