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Vieja Canoa

Amaraí e Mussulino

Velha Canoa

Velha canoa deslizando na correnteza
Vai carregando o sofrimento e a tristeza
De um coração de alguém que vive amargurado
Que muito sofre por amar sem ser amado

Gotas de orvalho vão caindo de mansinho
Por entre as flores que nas margens vão crescendo
São como lágrimas de alguém que sem carinho
Que não suporta mais viver sempre sofrendo

Vai canoa, vai deslizando
A minha mágoa que estou chorando
Distante da minha amada eu só vivo soluçando
Distante da minha amada eu só vivo soluçando

Velha canoa sei que escuta o meu lamento
Entre soluços devagar se perde ao vento
Atirei na água o caderninho em que escrevi
Os lindos versos que pra ela ofereci

Canoa amiga que das águas és companheira
Desce essa onda e devolva os versos meus
Pois é a única lembrança que ficou
De um grande amor que terminou sem ter adeus

Vai canoa, vai deslizando
A minha mágoa que estou chorando
Distante da minha amada eu só vivo soluçando
Distante da minha amada eu só vivo soluçando

Vieja Canoa

Vieja canoa deslizando en la corriente
Cargando el sufrimiento y la tristeza
De un corazón de alguien que vive amargado
Que sufre mucho por amar sin ser correspondido

Gotas de rocío caen suavemente
Entre las flores que en las orillas crecen
Son como lágrimas de alguien sin cariño
Que ya no soporta vivir siempre sufriendo

Ve canoa, sigue deslizando
Mi dolor que estoy llorando
Lejos de mi amada solo vivo sollozando
Lejos de mi amada solo vivo sollozando

Vieja canoa sé que escuchas mi lamento
Entre sollozos se pierde lentamente al viento
Arrojé al agua el librito en que escribí
Los bellos versos que para ella ofrecí

Canoa amiga que de las aguas eres compañera
Desciende esa ola y devuelve mis versos
Pues es el único recuerdo que quedó
De un gran amor que terminó sin despedida

Ve canoa, sigue deslizando
Mi dolor que estoy llorando
Lejos de mi amada solo vivo sollozando
Lejos de mi amada solo vivo sollozando

Escrita por: Crisostomo / Belmonte