Trem Da Consciência
Não espere que eu fale só de estrelas
Ou do vinho feliz
Que eu não tomei
Porque
Fora de mim
Não levo além da sombra
Uma camisa velha
E dentro do peito
Um balde de canções
Uma gota de amor
No útero de uma abelha
Não repare se eu não frequento o clube
Dos que sugam o sangue das ovelhas
Ou amargam o mel
Dessa colméia
É que eu já vivo
Tão pimenta
Tão petróleo
Que se você acende os olhos
Me incendeia
Hoje em dia
Pra gente amar de vera
É preciso ser quase
Um alquimista
Ou talvez o maquinista
Do trem da consciência
Pra te amar com tanta calma
E com tanta violência
Que a tua alma fique
Toda ensanguentada
De vivência
Tren de la Conciencia
No esperes que hable solo de estrellas
O del vino feliz
Que no bebí
Porque
Fuera de mí
No llevo más allá de la sombra
Una camisa vieja
Y dentro del pecho
Un balde de canciones
Una gota de amor
En el útero de una abeja
No te fijes si no frecuento el club
De los que chupan la sangre de las ovejas
O amargan la miel
De esa colmena
Es que ya vivo
Tan picante
Tan petrolero
Que si enciendes los ojos
Me incendias
Hoy en día
Para amarnos de verdad
Es necesario ser casi
Un alquimista
O tal vez el maquinista
Del tren de la conciencia
Para amarte con tanta calma
Y con tanta violencia
Que tu alma quede
Toda ensangrentada
De vivencias
Escrita por: Salgado Maranhão / Vital Farias