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Desperdicio

Amêndoa

Desperdício

Do meu andar eu sei
Que ela sopra da janela
Em casa eu também sei
Que ela chega no correio. E sabe

Do meu andar em círculos
Quando aparece no meu jornal
Ridículos pensamentos
Eu a invento porque

Ela é meu desperdício
Minhas paixões de artifício
E os meus fogos de balões
A gás no alto do edifício

Desperdício meu e teu
Me gasto em sonos
E ela vem quando eu acordo
Sabor menta e invento

No meu andar, por aí,
Uma desculpa pra procurar
Minhas paixões de brincadeira
Mentira verdadeira e

Ela é meu desperdício
Minhas paixões de artifício
E os meus fogos de balões
A gás no alto do edifício

E no alto desse ela voa
E se eu dissesse onde mais
Não serviria de consolo
Eu sou o tolo que quer mais. E sei

Que ela me inventa por aí
Me desperdiça
Me gasta, me gasta e nem gosta
Eu gosto e me esgaço e

Ela é meu desperdício
Minhas paixões de artifício
E os meus fogos de balões

E ela é meu desperdício
Minhas paixões de artifício
E os meus fogos de balões
A gás no alto do edifício

Desperdicio

De mi caminar sé
Que ella sopla desde la ventana
En casa también sé
Que llega por correo. Y sabe

De mi caminar en círculos
Cuando aparece en mi periódico
Pensamientos ridículos
La invento porque

Ella es mi desperdicio
Mis pasiones artificiales
Y mis fuegos de globos
De gas en lo alto del edificio

Desperdicio mío y tuyo
Me gasto en sueños
Y ella viene cuando despierto
Sabor a menta e invento

En mi caminar, por ahí,
Una excusa para buscar
Mis pasiones de juego
Mentira verdadera y

Ella es mi desperdicio
Mis pasiones artificiales
Y mis fuegos de globos
De gas en lo alto del edificio

Y en lo alto de este ella vuela
Y si dijera dónde más
No serviría de consuelo
Soy el tonto que quiere más. Y sé

Que ella me inventa por ahí
Me desperdicia
Me gasta, me gasta y ni le gusta
A mí me gusta y me desgasto y

Ella es mi desperdicio
Mis pasiones artificiales
Y mis fuegos de globos

Y ella es mi desperdicio
Mis pasiones artificiales
Y mis fuegos de globos
De gas en lo alto del edificio

Escrita por: Daniel Weinmann / Fernando Matos