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Vampiro

Ana Carolina

Vampiro

Eu uso óculos escuros
Pras minhas lágrimas esconder
E quando você vem para o meu lado
Ai, as lágrimas começam a correr

E eu sinto aquela coisa no peito
Eu sinto aquela grande confusão
Eu sei que eu sou um vampiro
Que nunca vai ter paz no coração

Às vezes eu fico pensando
Porque que eu faço as coisas assim
E a noite de verão, ela vai passando
Com aquele seu cheiro louco de jasmim

E eu fico embriagado de você
Eu fico embriagado de paixão
No meu corpo o sangue, não corre, não
Corre fogo e lava de vulcão

Eu fiz uma canção cantando
Todo amor que eu sinto por você
Você ficava escutando impassível
Eu cantando do teu lado a morrer

E ainda teve a cara de pau
De dizer naquele tom tão educado
"Oh, pero que letra mas hermosa que habla de un corazon apasionato..."

Por isso é que eu sou um vampiro
E com meu cavalo negro eu apronto
E vou sugando o sangue dos meninos
E das meninas que eu encontro

Por isso é bom não se aproximar
Muito perto dos meus olhos
Senão eu te dou uma mordida
Que deixa na sua carne aquela ferida

Na minha boca eu sinto
A saliva que já secou
De tanto esperar aquele beijo ai,
Aquele beijo que nunca chegou

Você é uma loucura em minha vida
Você é uma navalha pros meus olhos
Você é o estandarte da agonia
Que tem a lua e o sol do meio-dia...

Vampiro

Yo uso lentes oscuros
Para esconder mis lágrimas
Y cuando te acercas a mí
Ay, las lágrimas comienzan a caer

Y siento esa cosa en el pecho
Siento esa gran confusión
Sé que soy un vampiro
Que nunca encontrará paz en el corazón

A veces me pregunto
Por qué hago las cosas así
Y la noche de verano va pasando
Con tu loco aroma a jazmín

Y me embriago de ti
Me embriago de pasión
En mi cuerpo la sangre no corre
Corre fuego y lava de volcán

Hice una canción cantando
Todo el amor que siento por ti
Tú escuchabas impasible
Mientras cantaba a tu lado muriendo

Y aún tuviste la cara dura
De decir en ese tono tan educado
'Oh, qué letra tan hermosa que habla de un corazón apasionado...'

Por eso soy un vampiro
Con mi caballo negro me preparo
Y voy chupando la sangre de los niños
Y de las niñas que encuentro

Así que es mejor no acercarse
Demasiado a mis ojos
O te daré una mordida
Que dejará en tu carne esa herida

En mi boca siento
La saliva que ya se secó
De tanto esperar ese beso
Ese beso que nunca llegó

Eres una locura en mi vida
Eres una navaja para mis ojos
Eres el estandarte de la agonía
Que tiene la luna y el sol del mediodía...

Escrita por: Jorge Mautner