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Memoria de la Piel

Ana Carolina

Memória da Pele

Eu já esqueci você
Tento crer
Nesses lábios que meus lábios sugam de prazer
Sugo sempre
Busco sempre
A sonhar em vão
Cor vermelha carne da sua boca, coração
Eu já esqueci você, tento crer
Seu nome, sua cara, seu jeito, seu odor
Sua casa, sua cama
Sua carne, seu suor
Eu pertenço a raça da pedra dura
Quando enfim juro que esqueci
Quem se lembra de você em mim
Em mim
Não sou eu sofro e sei
Não sou eu finjo que não sei, não sou eu
Sonho bocas que murmuram
Tranço em pernas que procuram enfim
Não sou eu sofro e sei
Quem se lembra de você em mim
Eu sei, eu sei
Bate é na memória da minha pele
Bate é no sangue que bombeia
Na minha veia
Bate é no champanhe que borbulhava
Na sua taça e que borbulha agora na taça da minha cabeça
Eu já esqueci você, tento crer
Nesses lábios que meus lábios sugam de prazer
Sugo sempre
Busco sempre a sonhar em vão
Cor vermelha, carne da sua boca, coração

Memoria de la Piel

Ya te olvidé
Intento creer
En esos labios que mis labios chupan de placer
Chupo siempre
Busco siempre
Soñando en vano
Color rojo, carne de tu boca, corazón
Ya te olvidé, intento creer
Tu nombre, tu cara, tu forma, tu olor
Tu casa, tu cama
Tu carne, tu sudor
Pertenezco a la raza de la piedra dura
Cuando finalmente juro que te olvidé
Quién te recuerda en mí
En mí
No soy yo, sufro y sé
No soy yo, finjo que no sé, no soy yo
Sueño con bocas que murmuran
Enlazo en piernas que buscan al fin
No soy yo, sufro y sé
Quién te recuerda en mí
Yo sé, yo sé
Golpea en la memoria de mi piel
Golpea en la sangre que bombea
En mis venas
Golpea en el champán que burbujeaba
En tu copa y que ahora burbujea en la copa de mi cabeza
Ya te olvidé, intento creer
En esos labios que mis labios chupan de placer
Chupo siempre
Busco siempre soñando en vano
Color rojo, carne de tu boca, corazón

Escrita por: João Bosco / Waly Salomão