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Castillos

Ana D'Abreu

Castelos

Sempre achei que precisava
De um castelo, sempre achei
Que eu estaria salva
Que eu estaria bem

Lembrei

Que na torre mais alta viveu uma princesa
Prisioneira em seu próprio lar
Você estava
Por todos os lados

E por mais que eu tentasse te afastar
Você sempre dava um jeito de entrar
E mesmo que eu tentasse fugir
Celas e guardas sempre iriam impedir

Eu nunca te dei minha permissão
Você nunca soube aceitar um não
E eu que sempre segurei em sua mão me perdi

Mas eu tenho a chave

Em você eu confiei, os meus segredos confessei
Te mostrei minhas fraquezas
Do meu reino virou rei

Você

Minhas asas levou
E por onde passou
Uma marca real deixou

Você estava
Por todos os lados

E por mais que eu tentasse te afastar
Você sempre dava um jeito de entrar
E mesmo que eu tentasse fugir
Celas e guardas sempre iriam impedir

Eu nunca te dei minha permissão
Você nunca soube aceitar um não
E eu que sempre segurei em sua mão me perdi

Você levou minhas asas
Você me deixou sem nada
Como você pôde?

Mas pro seu azar ela pulou do último andar
E descobriu que mesmo assim
Podia voar, voar! Voar

Eu sei, tenho a chave
Sou minha cela e minha própria liberdade

Castillos

Siempre pensé que necesitaba
Un castillo, siempre pensé
Que estaría a salvo
Que estaría bien

Recordé

Que en la torre más alta vivió una princesa
Prisionera en su propio hogar
Estabas
Por todos lados

Y por más que intentara alejarte
Siempre encontrabas la manera de entrar
Y aunque intentara huir
Celdas y guardias siempre impedirían

Nunca te di mi permiso
Nunca supiste aceptar un no
Y yo, que siempre sostuve tu mano, me perdí

Pero tengo la llave

En ti confié, confesé mis secretos
Te mostré mis debilidades
De mi reino te hiciste rey

Tú

Llevaste mis alas
Y por donde pasaste
Dejaste una marca real

Estabas
Por todos lados

Y por más que intentara alejarte
Siempre encontrabas la manera de entrar
Y aunque intentara huir
Celdas y guardias siempre impedirían

Nunca te di mi permiso
Nunca supiste aceptar un no
Y yo, que siempre sostuve tu mano, me perdí

Llevaste mis alas
Me dejaste sin nada
¿Cómo pudiste?

Pero para tu desgracia, ella saltó del último piso
Y descubrió que aún así
Podía volar, ¡volar!

Sé que tengo la llave
Soy mi celda y mi propia libertad

Escrita por: Ana D'Abreu / Pedro Cavallaro / Yuri Righi