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Un Breganejozinho Bonito Aún Sin Nombre

Ana Larousse

Um Breganejozinho Bonito Ainda Sem Nome

Pois é, já andei tantas florestas, tantos lares e cidades
Pro meu mundo destravar
Pois eu sempre andei atrás de frestas pra esconder a minha idade
Onde nada irá acabar

Pois é, fui morando em cada trecho disso tudo que eu vejo
É o que dá viver demais
É, fui amando cada coisa
E levando junto as tralhas de quem faz pensar demais

E, nessa de pensar, chorei mentindo que eu era tudo aquilo
Que eu vi em cada lugar
E eu fui caçando dias lindos
E levando junto a mim cada amor, cada pesar

Pois é, fui amando em cada trecho disso tudo que eu vejo
É o que dá viver demais
É, fui morando em cada coisa
E levando junto as tralhas de quem faz pensar demais

E, nessa de pensar, chorei fingindo que aguentava carregar tudo aquilo que amei
E eu me vi cambaleando quando vi que no meu mundo tinha tudo menos eu

E agora, que me dei por tanta gente, me conforto que nem sempre vou poder negar o fim
E agora, me desmancho esquina a esquina, vou polindo as minhas quinas
Pra me reduzir a mim

Pois eu que me dei por tanto sempre me conforto como gente pra deixar lugar pra mim
E eu me desmancho esquina a esquina, vou polindo as minhas quinas
Vou me reduzir a mim

Un Breganejozinho Bonito Aún Sin Nombre

Pues sí, he recorrido tantos bosques, tantos hogares y ciudades
Para desbloquear mi mundo
Siempre he buscado grietas para ocultar mi edad
Donde nada terminará

Pues sí, fui viviendo en cada rincón de todo lo que veo
Es lo que sucede al vivir demasiado
Sí, fui amando cada cosa
Y llevando conmigo las cargas de quien piensa demasiado

Y, en este pensar, lloré mintiendo que era todo eso
Que vi en cada lugar
Y fui cazando días hermosos
Llevando conmigo cada amor, cada pesar

Pues sí, fui amando en cada rincón de todo lo que veo
Es lo que sucede al vivir demasiado
Sí, fui viviendo en cada cosa
Y llevando conmigo las cargas de quien piensa demasiado

Y, en este pensar, lloré fingiendo que podía cargar todo eso que amé
Y me vi tambaleando cuando vi que en mi mundo tenía todo menos yo

Y ahora, al darme cuenta de tanta gente, me consuelo sabiendo que no siempre podré negar el final
Y ahora, me deshago esquina a esquina, puliendo mis aristas
Para reducirme a mí

Porque al darme tanto siempre me consuelo como gente para dejar espacio para mí
Y me deshago esquina a esquina, puliendo mis aristas
Para reducirme a mí

Escrita por: Ana Larousse