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Saudade

Ana Laura Lopes

Ainda falo de você pra tanta gente
Risada alta, ecoando bem no fundo
Se todo dia eu esbarro nas memórias
Como é que eu faria pra não ver você em tudo?

Naquele canto do sofá
Um suco de maracujá
O tom de verde na parede dessa sala
No som de todo violão
No seu tempero de feijão
Em cada parte dessa casa eu sinto falta

Como é bom poder lembrar
Como é bom poder lembrar
A falta que cê faz já me doeu um dia
Mas hoje essa saudade vira poesia

Naquele canto do sofá
Um suco de maracujá
O tom de verde na parede dessa sala
No cheiro de amendoim
Nas suas flores no jardim
Cada canção que vem de mim tem sua marca

Você amava o barulho do acordeon

Vai lembrar de mim quando o Sol clarear
E não sentir o cheiro doce na cozinha
Vai lembrar de mim quando se levantar
E ver que as plantas não vão se regar sozinhas
Vai lembrar de mim quando o silêncio apertar
E perceber que não vai mais me ouvir chegar
Vai lamentar naquele canto do sofá
Até que um belo dia essa saudade vai virar poesia

Escrita por: Ana Laura Lopes de Faria, Gabriel Foltran Zoldan, Wictor Hugo Ambrósio