395px

Ventana Abierta de Par en Par

Ana Moura

Janela Escancarada

Guilhermina!

Trago este fado de viver intensamente
No peito, a chama que há de sempre arder
Gaivota em terra, tempestade eminente
Do cruz ao peito não há nada que temer
Bordei palavras e signos na pele
E deixei lágrimas à mercê da sorte
Os meus segredos não rimam no papel
E até rendida, eu não me dou à morte
Tenho uma janela aberta no meu peito, escancarada
De ferro forjado, não te piques a entrar
Eu vou esconder-me por trás da renda branca, bordada

E pelo rio dos meus olhos, navegar
Ó santo Antônio, ensina-me os limites
Desta vivência eterna num segundo
Para os meus olhos não brilharem sempre tristes
E o coração não andar tão moribundo
Pois neste fado dispenso normalidades
E vivo o instante como se não houvesse fim
Eu me apaixono por pessoas e cidades
E hei de morrer deste amor que nasce em mim

Tenho uma janela aberta no meu peito, escancarada
De ferro forjado, não te piques a entrar
Eu vou esconder-me por trás da renda branca, bordada
E pelo rio dos meus olhos, navegar
Tenho uma janela aberta no meu peito, escancarada
De ferro forjado, não te piques a entrar
Eu vou esconder-me por trás da renda branca, bordada
E pelo rio dos meus olhos, navegar

Ventana Abierta de Par en Par

Guilhermina!

Traigo este fado de vivir intensamente
En el pecho, la llama que siempre arderá
Gaviota en tierra, tormenta inminente
Del crucifijo al pecho no hay nada que temer
Bordé palabras y signos en la piel
Y dejé lágrimas a merced del destino
Mis secretos no riman en el papel
Y aunque rendida, no me entrego a la muerte

Tengo una ventana abierta en mi pecho, de par en par
De hierro forjado, no te atrevas a entrar
Me esconderé detrás de la blanca encaje, bordada
Y por el río de mis ojos, navegar
Oh santo Antonio, enséñame los límites
De esta vivencia eterna en un segundo
Para que mis ojos no brillen siempre tristes
Y el corazón no esté tan moribundo
Pues en este fado prescindo de normalidades
Y vivo el instante como si no hubiera fin
Me enamoro de personas y ciudades
Y moriré de este amor que nace en mí

Tengo una ventana abierta en mi pecho, de par en par
De hierro forjado, no te atrevas a entrar
Me esconderé detrás de la blanca encaje, bordada
Y por el río de mis ojos, navegar
Tengo una ventana abierta en mi pecho, de par en par
De hierro forjado, no te atrevas a entrar
Me esconderé detrás de la blanca encaje, bordada
Y por el río de mis ojos, navegar

Escrita por: Ana Moura