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Benedito Pretinho

Ana Salvagni

Benedito Pretinho

Benedito pretinho, óia as onda do mar, lê lê ô, óia as onda do mar
Ele vai, ele vem, ele torna a voltá, lê lê ô, óia as onda do mar

Eu vou-me embora dessa terra desgraçada
Onde a gente não faz nada pra comê nem pra gozá
Na minha terra tudo muda de figura
Tem farinha, rapadura, tem viola pra tocá

Tem Mariquinha, tem Chiquinha, tem Tereza
Tem também cuscuz na mesa, angu de mío e fubá
Tem sabiá cantando solta no terreiro
Tem o Chico Cambitêro pro meu cavalo arriá.

Benedito Pretinho

Benedito negrito, mira las olas del mar, lê lê ô, mira las olas del mar
Él va, él viene, él vuelve a volver, lê lê ô, mira las olas del mar

Me voy de esta tierra desgraciada
Donde la gente no hace nada para comer ni disfrutar
En mi tierra todo cambia de figura
Hay harina, panela, hay guitarra para tocar

Hay Mariquinha, hay Chiquinha, hay Tereza
También hay cuscús en la mesa, angu de maíz y harina de maíz
Hay un sabiá cantando libre en el patio
Está Chico Cambitêro para arriar mi caballo.

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