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Llanto de Poeta

Anchieta Dali

Choro de Poeta

Quando as águas rolaram do oceano
Destilei cada mágoa desse mar
Solidão inundou meu coração
Viajei procurando te encontrar

Percorri veredas no infinito
Fiz do velho um novo tempo luminar
Procurei longarinas no deserto
Pra saber quantas léguas caminhar
Encontrei vertentes a céu aberto
Vi meu verso no teu verso desaguar

Poeta que não chora
Não que não sonha
Não ganha abraço
Navalha que não corta
Não tine nem tem bom aço
Chuva fina que não molha
Não é chuva é mormaço

Llanto de Poeta

Cuando las aguas rodaron del océano
Destilé cada pena de ese mar
La soledad inundó mi corazón
Viajé buscándote encontrar

Recorrí senderos en el infinito
Hice del viejo un nuevo tiempo luminoso
Busqué largueros en el desierto
Para saber cuántas leguas caminar
Encontré vertientes a cielo abierto
Vi mi verso en tu verso desembocar

Poeta que no llora
No es que no sueña
No recibe abrazo
Navaja que no corta
No brilla ni tiene buen acero
Lluvia ligera que no moja
No es lluvia, es llovizna

Escrita por: Anchieta Dali / Carlos Villela