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Pobre Ciudadano

Anderson Florêncio

Pobre Cidadão

Humilhado por seu patrão
Sem poder responder ou dar uma sugestão
Ele é subordinado, o trabalhador
É o que menos ganha, é o q eu leva e traz
É o que mais escuta, é o que tudo faz.

Andando pela rua sem nenhum no bolso
Sua barriga ronca, sua cabeça dói
Seus passos são lentos e seus cabelos imensos
Sua calça esta rasgada mais um furo se fez
E a camisa de tão velha já quase se desfez
Sem falar de suas meias de solado que veio da guerra
Agora ele acende seu ultimo cigarro
Já todo amassado e tem o prazer de baforar a fumaça
Que estava engasgada na sua garganta
E a caminhada continua deste Pobre Cidadão.

Chegando em um barraco ele parou
Caminhou até a porta e na porta entrou
Seu dia acabando
E a única alegria que lhe restou
Foi dormir e descansar a sua consciência

Boa noite então Pobre Cidadão.

Pobre Ciudadano

Humillado por su jefe
Sin poder responder o dar una sugerencia
Él es subordinado, el trabajador
Es el que menos gana, es el que lleva y trae
Es el que más escucha, es el que todo hace.

Caminando por la calle sin un centavo en el bolsillo
Su estómago gruñe, su cabeza duele
Sus pasos son lentos y su cabello inmenso
Su pantalón está rasgado, otro agujero se hizo
Y la camisa tan vieja casi se deshizo
Sin mencionar sus medias con suela de guerra
Ahora enciende su último cigarrillo
Ya todo arrugado y disfruta de exhalar el humo
Que estaba atascado en su garganta
Y la caminata continúa de este Pobre Ciudadano.

Llegando a un barraco él se detuvo
Caminó hasta la puerta y entró
Su día terminando
Y la única alegría que le quedó
Fue dormir y descansar su conciencia

Buenas noches entonces Pobre Ciudadano.

Escrita por: Anderson Florêncio