Chão Goiás
O que esse chão me deu
Colheita de legados, souvenirs
E tudo que plantei, colhi
No meu deserto areia, céu e sol
Mas aprender a amar é bem melhor
Rimar a vida
De tudo que aqui eu aprendi
Guardo no cheiro doce do Piqui
Nas emboscadas pro meu coração
Do meu algoz no Planalto Central
No meu ser tão cerrado dei um nó
"E num dô conta" de amar assim
Fui Anhanguera em meio aos Carajá
Sá Coralina da velha Goiás
Meu canto ecoa em pedras de "Piri"
Saltei do Itiquira à Jataí
O Araguaia inunda se eu chorar
Serra Dourada
Calyandra flor
No chão das pedras do viver
Dos casarões e catedrais
Na minha casa fui saber
Que o chão que piso é chão Goiás
Chão Goiás
Lo que este suelo me dio
Cosecha de legados, recuerdos
Y todo lo que sembré, coseché
En mi desierto arena, cielo y sol
Pero aprender a amar es mucho mejor
Rimar la vida
De todo lo que aquí aprendí
Guardo en el dulce olor del Piqui
En emboscadas para mi corazón
De mi verdugo en el Planalto Central
En mi ser tan cerrado di un nudo
'Y no me doy cuenta' de amar así
Fui Anhanguera entre los Carajá
Sá Coralina de la vieja Goiás
Mi canto resuena en las piedras de 'Piri'
Salté del Itiquira a Jataí
El Araguaia se inunda si lloro
Serra Dourada
Calyandra flor
En el suelo de las piedras de vivir
De las casonas y catedrales
En mi casa supe
Que el suelo que piso es suelo Goiás
Escrita por: Anderson Nazareth