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Apenas una Tragedia Ambulante de Amor

André Bertoldi

Apenas uma Tragédia Ambulante de Amor

Me desfaço, me impeço, me sinto
Às vezes incompleto, vazio, disperso
A dor em mim confessa, maltrata e expressa
Tudo o que passei

É muito louco como a gente só tropeça, tipo sessão da tarde
Onde o filme até começa bem, mas vira tragédia e o medo te leva
A um passado feliz
Comemos sem parar, sem nem imaginar
Qual tipo de vinho que devia harmonizar
Ela tinha cara de rosé, ele é como um velho cabernet
E eu nem gosto disso, porque continuar?

Quero segui sabendo, tudo que recomendam
Esqueça o que foi, foque em você, engula seu veneno
Devagar, para não se afogar
Transforme esse horror em algum sabor como Walter White
Arrume a carcaça e corra da dor feito um Maserati
Meu senhor, já aceitei aquilo que sou
Apenas uma tragédia ambulante de amor

Não sou um grego do século V, poli amor nunca foi comigo
Mas confesso ao olhar de Afrodite, o calor não tem limite
E transita na multidão, monogâmica desilusão
Joga pra cá, entra na fila, apague a luz

Vivemos perdidos em múltiplas telas
Várias carnes a pronta entrega, que amplo açougue de paixões
Infinitas ilusões, eu quero mais você também então só diga

Quero segui sabendo, tudo que recomendam
Esqueça o que foi, foque em você, engula seu veneno
Devagar, para não se afogar
Rabisque o horror em um céu de estrelas com Vincent Van Gogh
Exploda em cor, espalhe fulgor como uma supernova
Meu senhor, já aceitei aquilo que sou
Apenas uma tragédia ambulante de amor

Se Einstein falou, quem sou eu pra duvidar
Deus não joga dados só pra se organizar
Talvez uma falha, a dose errada do elemento X
Que explodiu e a ingenuidade consumiu

Quero segui sabendo tudo que recomendam
Esqueça o que foi, foque em você, engula seu veneno
Devagar, para não se afogar
Transforme esse horror em algum sabor como Walter White
Arrume a carcaça e corra da dor feito um Maserati
Meu senhor, já aceitei aquilo que sou
Apenas uma tragédia ambulante de amor

Apenas una Tragedia Ambulante de Amor

Me deshago, me detengo, me siento
A veces incompleto, vacío, disperso
El dolor en mí confiesa, maltrata y expresa
Todo lo que pasé

Es muy loco cómo solo tropezamos, como en una tarde de cine
Donde la película empieza bien, pero se convierte en tragedia y el miedo te lleva
A un pasado feliz
Comemos sin parar, sin ni siquiera imaginar
Qué tipo de vino debería armonizar
Ella tenía cara de rosado, él es como un viejo cabernet
Y a mí ni me gusta eso, ¿por qué seguir?

Quiero seguir sabiendo, todo lo que recomiendan
Olvida lo que fue, enfócate en ti, trágate tu veneno
Despacito, para no ahogarte
Transforma este horror en algún sabor como Walter White
Arregla la carcasa y corre del dolor como un Maserati
Señor, ya acepté lo que soy
Apenas una tragedia ambulante de amor

No soy un griego del siglo V, el poliamor nunca fue lo mío
Pero confieso al mirar a Afrodita, el calor no tiene límites
Y transita en la multitud, desilusión monogámica
Lánzalo para acá, entra en la fila, apaga la luz

Vivimos perdidos en múltiples pantallas
Varias carnes a la entrega, qué amplio matadero de pasiones
Infinitas ilusiones, yo quiero más, tú también, entonces solo di

Quiero seguir sabiendo, todo lo que recomiendan
Olvida lo que fue, enfócate en ti, trágate tu veneno
Despacito, para no ahogarte
Dibuja el horror en un cielo de estrellas con Vincent Van Gogh
Explota en color, esparce fulgor como una supernova
Señor, ya acepté lo que soy
Apenas una tragedia ambulante de amor

Si Einstein lo dijo, ¿quién soy yo para dudar?
Dios no juega a los dados solo para organizarse
Quizás un fallo, la dosis errónea del elemento X
Que explotó y la ingenuidad consumió

Quiero seguir sabiendo todo lo que recomiendan
Olvida lo que fue, enfócate en ti, trágate tu veneno
Despacito, para no ahogarte
Transforma este horror en algún sabor como Walter White
Arregla la carcasa y corre del dolor como un Maserati
Señor, ya acepté lo que soy
Apenas una tragedia ambulante de amor

Escrita por: André Bertoldi