Veia Urbana
Dentro de uma cápsula, no meio de uma veia urbana
Estou ficando insana, atravessando essa nuvem de sujeira
O vento não me afaga, ele me arranha,
Eu vou ficando suja, parecendo um meganha,
Me tirem logo daqui
Reflexão para não explodir
Veia urbana congestionada,
Olhos ardendo,
Vista cercada
E quando cai uma garoa essa terra não fica nada boa
É mal na Marginal
Agonizante lá na Bandeirantes
Causa desmaio na 23 de Maio
Faz tomar no cu no Vale do Anhangabaú
Veia urbana alagada
Socorro, estou morrendo afogada
Vena Urbana
Dentro de una cápsula, en medio de una vena urbana
Me estoy volviendo loca, atravesando esta nube de suciedad
El viento no me acaricia, me araña,
Me estoy ensuciando, pareciendo un matón,
Sáquenme de aquí pronto
Reflexionando para no explotar
Vena urbana congestionada,
Ojos ardiendo,
Vista rodeada
Y cuando cae llovizna esta tierra no queda bien
Es un mal en la Marginal
Agonizante allá en la Bandeirantes
Causa desmayos en la 23 de Mayo
Hace joder en el Vale do Anhangabaú
Vena urbana inundada
¡Socorro, me estoy ahogando y muriendo!
Escrita por: Andreia Dias